Em Catanduva atendemos com frequência empresas de quadro maior e mais de um turno. Nesse porte, os erros custam mais caro e são de outra natureza: não é escolher o equipamento, é dimensionar e configurar.
A cidade tem base própria de indústria, comércio e serviços, e a maioria das empresas que nos procura de lá já registra jornada há anos. O que muda é a escala. Com quadro grande, uma escala mal cadastrada não produz um erro: produz o mesmo erro multiplicado por todo mundo, todos os meses, até alguém reparar na folha — normalmente tarde demais para corrigir sem dor de cabeça.
Dimensionar pelo pico, não pelo total
O número que importa não é quantos funcionários a empresa tem, e sim quantos batem ponto no mesmo minuto. Uma operação de 150 pessoas em três turnos escalonados tem pico menor que uma de 60 que entra toda às 7h.
Faça a conta: multiplique o número de pessoas do maior pico por 3 a 5 segundos. Se o resultado gerar fila que atrapalha a entrada, o certo é distribuir em mais de um equipamento, não procurar um mais rápido. Ganho de velocidade por equipamento é marginal; dividir o fluxo é linear.
Vale olhar também o caminho físico das pessoas. Um relógio único num corredor estreito cria fila mesmo com folga de tempo, porque quem já marcou não consegue sair enquanto os outros entram. Em galpão com dois acessos, dois equipamentos em pontos diferentes costumam resolver melhor do que qualquer troca de modelo.
Onde a fila realmente se forma: quase sempre na troca de turno, quando quem sai e quem entra marcam na mesma janela de minutos. Dimensione por esse momento, não pela entrada da manhã.
Turnos, escalas e adicional noturno
Com mais de um turno, a configuração do sistema passa a ser o que decide se o fechamento é tranquilo ou penoso. Confirme antes de fechar negócio:
- Escala 12x36 e turnos que viram a meia-noite, calculados corretamente — inclusive quando a virada cai em domingo ou feriado.
- Adicional noturno com a hora reduzida aplicada automaticamente. Entre 22h e 5h a hora legal vale 52 minutos e 30 segundos; quem lança isso na mão erra, e erra sempre no mesmo sentido.
- Turno partido e jornadas diferentes por dia da semana, comuns em manutenção e em portaria.
- Jornada temporária aplicável só em datas específicas, sem alterar a jornada principal do funcionário — é o que evita o retrabalho de mexer no cadastro e depois desfazer.
- Banco de horas com percentual, limite e data de início configuráveis, e saldo que o funcionário consiga conferir.
Nada disso é exótico. O problema é que quase sempre se descobre que o sistema não faz na semana do fechamento, com a folha correndo. Peça a demonstração com a sua escala, não com a escala de exemplo do fornecedor.
O que a Portaria 671 cobra de quem tem quadro grande
A obrigação de registrar jornada vale para estabelecimentos com mais de 20 empregados, e as regras de como registrar estão na Portaria 671/2021 do MTE, alterada pela Portaria 4/2022. Dois pontos costumam pegar empresas maiores:
- o registrador precisa imprimir o comprovante de cada marcação para o funcionário — não é cortesia, é exigência, e é o que consome bobina;
- o equipamento precisa entregar o Arquivo Fonte de Dados (AFD) pela porta fiscal, com as marcações originais e inalteradas. É por ali que o auditor coleta, com um pen drive comum.
Existe muito aparelho barato que registra horário mas não é um REP homologado: não imprime comprovante e não gera AFD no formato exigido. Com poucos funcionários isso passa despercebido por um tempo; com quadro grande, vira autuação de valor proporcional ao número de empregados. Exija o número de homologação antes de comprar.
Ambiente industrial pede outro cuidado
Onde há poeira constante, graxa, produto químico ou uso de luva, o leitor de digital falha e o RH passa o mês corrigindo marcação. Não é defeito do leitor: a pele muda. Nesses setores a saída é o reconhecimento facial ou o cartão de aproximação, que continua lendo com a mão suja e dura muito mais que o antigo cartão de código de barras, que descasca.
O guia de instalação traz os cuidados com iluminação, contraluz e teste no turno da noite — que é onde o facial costuma falhar quando o local foi escolhido às pressas. Em Catanduva, boa parte dos chamados que recebemos de empresas que compraram de outro fornecedor é exatamente isso: equipamento certo, lugar errado.
Comprar ou alugar quando são vários equipamentos
Com mais de um ponto de marcação a conta muda de figura. Comprando, o parque é seu e o desembolso acaba — em troca vem o investimento inicial multiplicado pela quantidade e a manutenção por sua conta assim que a garantia vence. Alugando, tudo fica numa parcela mensal: aparelho, software, montagem, treino e conserto, com substituição por defeito que não vira negociação.
Para operação com turno noturno, o aluguel costuma pesar a favor por um motivo pouco lembrado: parada de equipamento à noite é a mais cara de resolver, e no aluguel a substituição é obrigação de quem forneceu. A comparação em detalhe está em comprar ou alugar relógio de ponto, e as condições em aluguel de relógio de ponto.
O fechamento é onde o tempo do RH some
Coletar marcação é fácil. O trabalho está em tratar o que ficou torto: marcação incompleta, falta integral, atraso, saída antecipada, atestado, folga e feriado lançados fora de hora. Com quadro grande isso deixa de ser conferência e vira projeto mensal.
Esse trabalho pode ser contratado: abrimos as pendências de todo o quadro no período, lançamos o que a empresa informar de atestado, férias, afastamento e justificativa, mandamos recalcular e devolvemos o espelho de ponto e os relatórios no formato que a contabilidade recebe. O que não vier informado não é preenchido por conta própria — volta como pendência para você decidir.
Consumo de bobina e cartão cresce junto
Cada marcação imprime um comprovante. Numa empresa de cem pessoas com quatro marcações por dia são quatrocentos comprovantes diários, e o rolo acaba num ritmo que surpreende quem veio do cartão de papel. Trabalhamos com rolo térmico de 300 metros, avulso ou em caixa fechada, e com gramatura que aguenta o tempo — papel fino desbota e comprovante apagado não prova nada.
Na mesma lista entram crachá e chaveiro de proximidade, nobreak, fonte, bateria interna, rolete de tração e o jogo de chaves do gabinete. Nada disso exige contrato.
Assistência sem parar a operação
Relógio que não imprime, não lê digital, trava, reinicia sozinho, perdeu a hora ou não gera o AFD tem conserto. O diagnóstico vem antes do orçamento e nenhum serviço é feito sem autorização. Quando o defeito exige o fabricante, encaminhamos para a assistência especializada e informamos prazo e valor antes de você autorizar.
Para quem não quer descobrir o problema no dia do fechamento, existe a manutenção mensal: limpeza do mecanismo de impressão, teste do leitor, conferência da hora interna e do AFD, e checagem do envio das marcações.
O que entregamos em Catanduva
- Levantamento do pico antes de definir quantidade e posição dos equipamentos.
- Instalação gratuita e teste de leitura em cada turno, inclusive no noturno.
- Configuração das escalas, adicional noturno, feriados e banco de horas.
- Cadastro dos funcionários e treinamento de quem vai operar, incluindo troca de bobina e emissão do AFD.
- Seis meses de suporte técnico sem cobrança nas implantações novas, nas condições descritas na proposta.
- Suporte no fechamento, com conferência de pendências de todos os funcionários.
No mesmo eixo atendemos José Bonifácio e Uchoa. A lista inteira fica em onde atendemos.
Para operação de porte
Com quadro grande pesam a manutenção preventiva, o consumo de bobina e o fechamento — os três podem ficar conosco. Veja serviços e equipamentos.
Perguntas frequentes
Vocês atendem Catanduva?
Atendemos. Catanduva entra no nosso roteiro de visitas, com montagem inclusa, escalas configuradas e acompanhamento no fechamento. O técnico se desloca até a sua empresa.
Quantos relógios de ponto minha empresa precisa?
Depende do pico de marcações simultâneas, não do total de funcionários. Multiplique o maior pico por 3 a 5 segundos por marcação: se a fila atrapalhar a entrada, distribua em mais de um equipamento em vez de procurar um modelo mais rápido.
O sistema calcula escala 12x36 e adicional noturno?
Deve calcular, e isso precisa ser confirmado antes de fechar. Peça uma demonstração com a escala real da sua empresa, incluindo turno que vira a meia-noite e a hora noturna reduzida de 52 minutos e 30 segundos.
Empresa com mais de 20 funcionários é obrigada a ter relógio de ponto?
Estabelecimentos com mais de 20 empregados são obrigados a registrar a jornada. A forma de registro eletrônico segue a Portaria 671/2021, que exige comprovante impresso para o funcionário e geração do AFD pela porta fiscal.
A digital não lê na minha produção. Tem alternativa?
Tem duas. O reconhecimento facial, que ignora o estado da mão, e o cartão de aproximação, que funciona com luva e com a mão suja. O mesmo equipamento aceita as duas formas junto com a digital, então dá para cadastrar a alternativa só para quem precisa.
Em quanto tempo instalam depois do fechamento do pedido?
Combinamos a data na proposta. A instalação inclui teste de leitura em cada turno, o que às vezes exige voltar no horário noturno — isso já entra no combinado, não vira serviço extra.
Vocês fazem o fechamento do ponto todo mês?
Fazemos, como serviço contratado. Conferimos as pendências de todos os funcionários, aplicamos o que a empresa informar de atestado, férias e afastamento, recalculamos e entregamos o espelho de ponto e os relatórios para a contabilidade.
Consigo comprar só a bobina, sem contrato?
Consegue. Rolo térmico de 300 metros, avulso ou em caixa fechada, e também crachá de proximidade, nobreak, fonte e bateria. Comprar suprimento não exige contrato de manutenção conosco.